Anúncios Impressos

“Nós não devemos apenas acreditar naquilo que vendemos. Devemos também vender aquilo que acreditamos.” William Bernbach

Os anúncios impressos são talvez, uma das formas mais antigas e eficientes de se fazer propaganda. Ainda utilizado com frequência, esse material possui um caráter de ação menos evasivo se comparada às demais formas de comunicação. Porém, pode-se dizer que, no momento de sua concepção, essa ferramenta pode se tornar um tremendo pesadelo para os criativos em geral, a medida que, hoje, a sociedade está acostumada com mensagens instantâneas, que consigam chamar a atenção através de uma ideia, mas que não demandem muito tempo para a compreensão, e isso, não porque nós, integrantes da sociedade, ficamos mais burros ou preguiçosos para ler grandes textos, mas sim porque a quantidade de anúncios, fruto da intensa concorrência do mercado, sejam eles impressos ou não, é exorbitante. Portanto, quando formos criar algum tipo de impresso, devemos priorizar a ideia, que pode ou não ser rapidamente entendida, ou a facilidade de compreensão?

É claro que a resposta para essa pergunta deve levar em conta questões como o perfil da marca a ser anunciada e o posicionamento que essa pretende passar aos seus consumidores. Mas, em traços gerais, existem alguns pontos que, por mais que sua ideia seja extraordinária e sua mensagem rapidamente compreensível, todos os comunicadores devem conhecer. Anúncios impresso podem sim ter uma ideia mirabolante e que exijam um tempo para o seu entendimento, desde que o briefing permita essa construção e que esse entendimento, por mais tardio que seja, realmente ocorra, pois se o consumidor compreender apenas a ideia e não a mensagem que a marca pretende passar a ele, tal material de comunicação terá sido em vão.

Outro aspecto importantíssimo é que não podemos nos esquecer de que, na maioria dos casos, criamos anúncios para, “no final das contas”, vender, portanto, mensagens meramente estéticas; que utilizem apenas de um jogo de palavras “engraçadinho” e ambíguo para criar uma intenção de compra ou que, em alguns desses casos, usam da tecnologia para esconder a falta de um conceito realmente bom e persuasivo, não são bons caminhos a seguir. Vender, portanto, é o negócio do negócio. Devemos criar conceitos fortes que, por mais que, não causem uma venda instantânea do produto, deixem o consumidor intrigado, já alcançando assim uma possível futura intenção de compra, ou seja, devemos buscar aquela ideia que deixe o consumidor com vontade de comprar, mas que caso não compre, deixe-o arrependido por isso.

E para finalizar, isso não apenas para anúncios impressos, busquem mensagens que passem e esclareçam a crença das marcas anunciadas no print, ou seja, o posicionamento dessas empresas, no que elas acreditam. Uma boa saída para isso, por exemplo, é pensar nos anunciantes como pessoas, com traços físicos, emocionais, ideologias e crenças, permitindo assim estabelecer relações interpessoais entre essa marca personificada e os seus consumidores. Isso tudo para que o material de comunicação impresso não deixe o observador confuso e permita-o entender rápida ou lentamente a informação passada pelos anunciantes.

Via: Mídia Publicitária

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